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Trigêmeas do Palermo se destacam na Taça Cidade de Aracaju de Futsal Feminino

trigemeas
Dilton Luiz
agosto12/ 2018

A paixão pelo esporte une e contagia milhares de brasileiros e, na família Carvalho, também é assim. As trigêmeas Laura, Lays e Luana nasceram parecidas não só fisicamente, mas no talento e amor pelo futsal. As jovens, que disputam a Taça Cidade de Aracaju de Futsal Feminino e são jogadoras do time Palermo, são a sensação em quadra.

Participando pela segunda vez do campeonato realizado pela Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), as meninas confundem os adversários e até mesmo o próprio técnico. O secretário Jorge Araujo Filho recebeu as atletas em seu gabinete e ressaltou a participação das trigêmeas. “De fato, elas deixam a gente confuso e deve ser bem curioso ver a reação das adversárias ao enfrentá-las. Claro que o fato inusitado chama a atenção, mas o mais importante é saber que elas estão gostando de disputar a Taça Cidade de Aracaju, tanto que elogiaram a organização. Isso nos deixa feliz, pois mostra o comprometimento que todos da Sejesp têm em tornar o esporte cada vez mais inclusivo”, destaca Jorge Araujo.

Segundo o coordenador de Esportes de Inclusão da Sejesp, Luiz Carlos Bossa Nova, essa é uma situação inusitada na história da Taça Cidade de Aracaju. “É algo inédito ter trigêmeas participando de uma competição. Acaba sendo uma atração a mais. Além de ser mais uma prova que a Sejesp tem buscado, através do esporte de inclusão, fazer um trabalho participativo. Para a nossa surpresa, aconteceu esse fato, que só traz mais brilho para a Taça”, declarou Luiz.

Quando o árbitro apita, cada uma tem sua especialidade, Lays é goleira, já Laura e Luana são facilmente confundidas. Jogando nas posições fixo e ala esquerda, as meninas afirmam que é um benefício na hora da partida. “Sempre jogamos juntas e a nossa primeira oportunidade foi no Palermo. O treinador costuma colocar as três em quadra ao mesmo tempo. Assim que entramos, as pessoas se confundem e ficam trocando nossos nomes, mas é bom na hora do jogo”, afirma Luana.

Classificadas para próxima etapa da Taça Cidade de Aracaju, Laura destaca a importância da competição e o objetivo do trio. “A Taça é uma competição muito especial para todas nós, bate aquele nervosismo, mas estamos fazendo o que gostamos. O foco é partir para cima e ganhar o jogo e, para isso, estamos treinando duas vezes na semana”, declarou.

Desde pequenas, as trigêmeas faziam questão de assistir aos jogos do pai. Valdir jogava entre amigos em um time do Vasco e sempre teve a companhia das filhas. Mais que torcedoras, assim que chegavam em casa, as meninas imitavam os passos do pai realizando o seu próprio campeonato na porta de casa. No entanto, o que era sonho de criança, se tornou realidade. Com o apoio dos pais, as meninas logo cedo brilharam nas quadras.

“Aos 10 anos jogávamos na rua, nas praças e na escola. Com o tempo, o treinador criou um time, nos convidou para participar e aceitamos. Foi aí que começamos a participar dos campeonatos escolares. O nosso pai nos inspirou a jogar e, desde então, a família nos apoia muito. Nosso pai se preocupa, teme que a gente se machuque, sempre avisa para tomarmos cuidado, mas ele também sempre apoiou a gente”, explica Lays.

Hoje, aos 19 anos, as jogadoras já sabem o que querem do futuro. Apesar das diferenças na hora de escolher o curso para faculdade, um desejo é comum entre as três: o sonho de poder continuar jogando futsal. “Todas nós pensamos em jogar futsal de forma profissional, sonhamos em ir mais longe. Pretendemos fazer faculdade, mas sempre jogando futsal”, destaca.

Fonte: Ascom/Sejesp
Dilton Luiz

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