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SINTESE apresenta diagnóstico de principais problemas da educação ao novo secretário e cobra retomada da carreira do magistério

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J. Sousa
abril12/ 2018

O novo secretário de estado da Educação, professor Josué dos Passos Modesto Sobrinho, recebeu em audiência, ontem quarta-feira (11), a comissão de negociação do SINTESE para um primeiro diálogo.

Nesta audiência os dirigentes do SINTESE entregaram ao secretário um estudo intitulado “Diagnóstico dos principais problemas educacionais da Secretaria de Estado da Educação – SEED”, realizado por esta entidade sindical, no qual mostra a profunda crise instalada na rede estadual de ensino, durante o Governo Jackson Barreto.

Entre os principais problemas estão: a destruição da carreira do magistério; a implantação impositiva do modelo excludente de Ensino Médio em Tempo Integral e a severa queda no número de matrículas na rede estadual de ensino com a consequente queda de receita.

Pauta de reivindicações

O SINTESE apontou ao Secretário da educação, Josué dos Passos Modesto Sobrinho, a necessidade de construir uma proposta de retomado de carreira do magistério. A carreira dos professores e professoras da rede estadual foi destruída durante o governo de Jackson Barreto. Para ter uma ideia da gravidade do problema, atualmente um professor que tem formação em nível médio tem o mesmo vencimento básico que um professor que tem título de mestrado: R$ 2.445,35.

“Esperamos que a gestão do professor Josué Modesto Sobrinho, possa juntamente como Governo do Estado, a Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) construir o mais rápido possível uma ação efetiva para a retomada da carreira do magistério da rede estadual de Sergipe. É importante ter em vista que um Projeto de Lei, que busque recuperar a carreira do magistério público estadual, deve ser apresentando, votado e sancionado na Assembleia Legislativa até o dia 30 de junho, para cumprir com as normas previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, lembra o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.

Os dirigentes do SINTESE solicitaram também que fosse criada uma comissão paritária, com a participação de representantes do SINTESE, para rever e reelaborar a política educacional de implantação do Ensino Médio de Tempo Integral.

“O que temos hoje é um modelo de Ensino Médio em Tempo Integral que foi implantado na rede de forma impositiva, sem diálogo, sem qualquer diagnóstico junto às unidades de ensino e as comunidades escolares. Um modelo que exclui estudantes do ensino fundamental, do ensino médio convencional e do ensino noturno, e que exclui também professores e professoras que acabam ficando sem lotação quando suas escolas são transformadas em Centros Experimentais de Ensino Médio em Tempo Integral. O SINTESE mais uma vez aproveita a oportunidade para reafirmar que não é contra ao ensino em tempo integral. Somos contra a este modelo excludente e ao método que foi utilizado pela SEED para a sua implantação”, explica a diretora do departamento de base estadual, professoras Leila Moraes.

Diante da drástica queda do número de matrículas da rede estadual de ensino (46,11% nos últimos 10 anos, de acordo com o IBGE), o SINTESE propôs que a Secretaria de Estado da Educação construa uma política estruturada de Chamada Pública e de Busca Ativa para que haja a ampliação no número de estudantes matriculados nas unidades de ensino da rede estadual. A ampliação do número de matrículas significa o aumento das receitas: quanto mais estudantes matriculados na rede estadual mais verbas a educação de Sergipe irá receber.

“Com mais estudantes em sala de aula teremos mais recursos para reforma de escolas, para a compra de material didático e para a valorização dos professores e professoras. A ampliação de matrícula e de receita é parte fundamental para a reconstrução da carreira do magistério. O governo Jackson Barreto deixou esta herança maldita ao negar por cinco anos o reajustou o piso salarial a professores e professoras da rede estadual. Por isso, é necessário assegurar a retomada da carreira para que os professores efetivamente sejam valorizados”, coloca a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

A deputada estadual, professoras Ana Lúcia, também esteve presente na audiência com o novo secretário de estado da Educação.

Assembleia Geral

A presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz, solicitou ao Secretário da educação, Josué dos Passos Modesto Sobrinho, que fosse marcada uma nova audiência para que o Secretário e sua equipe de gestão possam apresentar propostas e encaminhamentos a partir do documento “Diagnóstico dos principais problemas educacionais da Secretaria de Estado da Educação – SEED”, elaborado pelo SINTESE.

Ivonete Cruz pediu para que a nova audiência ocorra antes do dia 25 de abril, data em que o SINTESE realiza Assembleia Geral com os professores e professoras filiados da rede estadual e das redes municipais.

A assembleia do dia 25 de abril está marca para às 15h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju.

Créditos: Sintese

J. Sousa

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