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Médicos da rede municipal de Aracaju entram em greve

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J. Sousa
junho04/ 2018

Os médicos da rede municipal de Aracaju (SE) deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 4. A pauta tem três pontos principais: criação de um piso salarial de R$ 14 mil; tabela única dos médicos, acordada em agosto do ano passado e contra a contratação de médicos via PJ.

Na manhã desta segunda-feira, o Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE) organizou um ato em frente à Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva – UPA Zona Norte – que irá se manter durante parte da manhã.

O presidente do Sindimed-SE, João Augusto Oliveira, informou que o atendimento nas duas UPAS – Zona Norte e Zona Sul – funcionará com 50% dos médicos. “Na rede de urgência, os médicos permanecem presencialmente, porém o atendimento será reduzido a 50%. Os médicos estarão no local, no entanto só seguirão para atendimento numa situação de extrema emergência para não trazer dano ao paciente”, esclareceu. Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ele disse que a adesão é de 100%.

Reivindicações – João Augusto explicou que a categoria está há dois anos sem reajuste salarial e, além disso, luta pela implantação de um piso de pleito da Federação Nacional dos Médicos no valor de R$ 14 mil para 20 horas semanais. Hoje está em torno de R$ 4 mil.

Com relação à tabela única ele esclareceu que a Prefeitura de Aracaju acordou com os médicos, em agosto do ano passado, implementá-la em quatro anos, a partir de janeiro de 2018 “o que não era o ideal, mas a categoria aceitou”, ressaltou João Augusto. Porém, segundo ele, até agora ainda não foi implementada.

Sobre a contratação de médicos via Pessoa Jurídica, ele disse que o sindicato é contra, mas é a favor da realização de concurso público de médicos. “Eles querem com isso oferecer valores duas a três vezes mais para os PJs. Isso gerou muita indignação entre a classe”, disse.

Com relação às negociações, João Augusto afirmou que as portas estão de fato abertas, “mas eles não falam nada. A data base é abril, mas eles não negociam. O reajuste  até agora foi de 0%. Por isso estamos na briga”, falou.

Secretaria não respondeu – A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não informou sobre os atendimentos nas UPAs e nas UBS. Não prestou esclarecimentos, também, sobre as reivindicações dos médicos.

Créditos: Por Célia Silva

J. Sousa

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