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IPHAN “vantagens ou desvantagens para São Cristóvão?”

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J. Sousa
novembro20/ 2018

Como morador da cidade atrevo-me a comentar sobre essa honrosa instituição.

Nélio Miguel Jr. Foto: Arquivo Pessoal
Nélio Miguel Jr. Foto: Arquivo Pessoal

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, é uma autarquia federal do Brasil. Criada em 1937, vinculada ao Ministério da Cultura, responsável pela preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do país.

Mas a um bom tempo, o IPHAN vem se envolvendo em conflitos com os moradores da cidade histórica. Um dos conflitos gerados está relacionado ao transporte público, que parou de circular no centro histórico da cidade. Imagine que hoje em dia, em alguns pontos da cidade, os trabalhadores têm que se deslocar quase 2 KM para chegar ao ponto de ônibus – Vale ressaltar que os ônibus de turismo continuam a circular no centro da cidade e o IPHAN nada faz – Em resumo, existe transporte para os turistas, mas o IPHAN proibiu para os moradores

Existe, também, um grande conflito com os comerciantes do município. No qual, são prejudicados diretamente pelo IPHAN que dificulta a sinalização comercial de diversos locais – frisando que não estou falando de locais referentes à praça São Francisco.

Até a saúde dos moradores de São Cristóvão foi prejudicada pelo IPHAN, isso mesmo, depois de anos sem nenhuma clínica privada na sede do município, o médico e filho da cidade histórica, Dr. Thiago, iniciou uma construção para a clínica Santa Clara, que futuramente iria beneficiar diversos moradores da cidade de São Cristóvão. Entretanto, o Instituto criou diversos problemas, entre eles, impediu que fosse ampliado o hospital em mais um andar da estrutura atual.

Deestaco que a obra citada acima, foi realizada na Cidade Baixa, e não no Centro Histórico.

Agora, um caso mais recente, enquanto os moradores comemoram o retorno e o sucesso do Festival de Artes de São Cristóvão – FASC – o IPHAN, desta vez, afirmou que não autorizou a realização do evento, mas, um ponto que chama atenção é que o mesmo participou do evento e estava na programação oficial. Na casa do Instituto ocorreram diversas atividades durante o festival.
Fica difícil de compreender como um órgão não autoriza um evento e mesmo assim participa dele. Mas, voltando ao foco, a Praça São Francisco foi fundada junto com a cidade em 1607 e virou Patrimônio da Humanidade em 1º de agosto de 2010 reconhecido pela UNESCO, pelo seu valor como documento histórico, paisagístico, urbanístico e sociocultural do período da União Ibérica, sendo um importante representante dos modelos combinados de urbanismo português e espanhol, tendo em seus arredores, relevantes prédios históricos, por esses motivos que essa praça tem que ser o palco principal da cultura Sancristovense e sergipana.

Mas será que existe alguma vantagem para os moradores da cidade com a atuação do IPHAN? Sim, claro que o órgão está preocupado mais com os prédios do que com a qualidade de vida dos moradores.

Por Nélio Miguel Jr Morador de São Cristóvão

 

J. Sousa

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