• Hoje: domingo, julho 15, 2018

Especial Cultura: Casa do Folclore mantém vivas as tradições populares de Sergipe

foto_0
Redação Rw News
fevereiro02/ 2018

Quarta cidade mais antiga do Brasil, e primeira capital de Sergipe, São Cristóvão encanta pela riqueza cultural, pelo conjunto arquitetônico e pelas belezas natural. Também faz questão de manter vivas as manifestações artísticas do povo sergipano, preservando-as nos detalhes espalhados em cada canto de suas ruas e avenidas. Um desses espaços é a Casa do Folclore Zeca do Norberto, localizada na sede, na Praça São Francisco, Patrimônio Cultural da Humanidade.

Fundada em 2000, a Casa do Folclore abriga o patrimônio imaterial da cidade e reafirma o compromisso com a cultura e as tradições locais. No espaço é possível encontrar trajes, adereços, pinturas, artesanato, brinquedos, registros documentais e outros tantos traços da cultura popular sergipana. Segundo a agente cultural Maria Glória Santos, idealizadora do projeto, a iniciativa surgiu com o objetivo de ser um espaço de valorização do folclore sergipano, transformando-se num grande reduto dos folguedos e manifestações artísticas.

maria_da_gloria

“Percebi, na época, que os grupos folclóricos estavam  praticamente extintos e tentei dar uma reativada. Iniciei cadastrando-os para ter um mapeamento, um diagnóstico da situação, inclusive, fazendo o resgate de alguns grupos. Durante o processo, vi a dificuldade enfrentada por eles, a maioria de origem na zona rural, no subúrbio, na periferia, com atuação limitada a esses espaços. Para dar visibilidade aos grupos  do  nosso folclore, optei por viabilizar um lugar no Centro Histórico, um espaço deles, onde se reunissem, e o turista que visitasse a cidade pudesse conhecer a nossa arte. Estamos até hoje”, contou.

Aos mestres, uma homenagem

Uma cultura popular que é repassada de geração para geração pelos mestres, multiplicadores das tradições sancristovenses. Este é outro ponto a ser destacado na Casa do Folclore: a homenagem aos artistas locais. A começar pelo nome dado ao espaço:  Zeca de Norberto, brincante mais antigo da Caceteira, Samba de Coco e Chegança, figura comprometida com os folguedos e danças do folclore de São Cristóvão.

Além de Zeca de Norberto, o local abre espaço para a contribuição cultural dos mestres Satu, Raimundo, Rindú, Madalena, Jorge, Tonho, Ninha, Acácia, Bebé, Jason, Biu e tantos outros, socializando a trajetória dessas personalidades locais. Alguns deles, inclusive, são retratados através de bonecos gigantes, que durante o tradicional carnaval sancristovense- o Carnaval dos Carnavais- abrem alas dos blocos de rua e no restante do ano ficam em exposição na Casa do Folclore.

Não distante do mundo lúdico do local, vira e mexe os próprios mestres contam pessoalmente suas próprias histórias. É o caso de Jorge dos Santos, o “Mestre Jorge do Estandarte”, como é conhecido, que às vezes dá um pulinho na Casa do Folclore para conversar com os visitantes curtir o local. “Carrego a tradição dos grupos folclóricos com muita felicidade. Sigo os caminhos de quem me ensinou e passo os conhecimentos para as gerações futuras”, frisou Seu Jorge.

seu_jorge

Diversidade cultural 

Para o diretor de Turismo da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe-Água, o historiador Thiago Fragata, a Casa do Folclore é o ponto onde o cidadão sancristovense tem acesso ao patrimônio imaterial do espaço onde reside. “Há o reconhecimento deste patrimônio e a percepção da riqueza do nosso folclore. Uma manifestação popular que vai além da dança. Na Casa do Folclore, por exemplo, estão em exposição brinquedos populares. Eles fazem parte do nosso folclore? Sim, porque representam a história do nosso povo em determinado momento. Isto é folclore”, argumentou.

thiago_fragata

Já para quem visita a Casa do Folclore, Fragata apontou como aspecto positivo do espaço a identificação da diversidade do patrimônio imaterial de São Cristóvão. “O turista percebe as singularidades do folclore do território sancristovense”, frisou.

A Casa do Folclore Zeca de Norberto fica aberta ao público de terça-feira a sábado, das 8h às 16h; e aos domingos, das 9h às 13h. Vale a pena visitá-la e conhecer um pouco mais da cultura de Sergipe, cuidadosamente preservada pela comunidade local. O sancristovense é mesmo assim: zeloso, discreto e conhecedor dos tradicionais ensinamentos culturais e artísticos do Estado. Aqui tudo vira arte, e a arte vira a realidade cotidiana do povo. O acesso é grátis!

Da Redação com Ascom/SC

Redação Rw News

Your email address will not be published. Required fields are marked *

big banner