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Em São Cristóvão, cadeirante é proibida de entrar em ônibus coletivo

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J. Sousa
agosto30/ 2019

Utilizar o transporte coletivo não é algo que se possa considerar fácil. Os que dependem deste tipo de transporte vivenciam dias de muita labuta, principalmente os que gladeia um dos acentos nos ônibus. São diversos problemas enfrentados dioturnamente pelos usuários do transporte público coletivo em São Cristóvão, SE.

Se para uma pessoa “normal” os diversos problemas são barreiras no dia a dia, imagine para uma pessoa com dificuldades de locomoção, que enfrentam às dificuldade, como o de acessar os pontos de ônibus, à falta de abrigo para cadeirantes, os ônibus que quebram constantemente, ônibus que não param e até insatisfação de certos motoristas. Isso sem falar que uma grande parte dos ônibus não dispõe da plataforma de acesso para cadeirantes.

Uma das pessoas que sempre sofre com a dura rotina do transporte público em São Cristóvão, é a jovem Lucivania Santos, de 29 anos. A Rw News flagrou na manhã desta sexta-feira (30), próximo ao calçadão no centro do município, a situação de desrespeito aos usuários com necessidades especiais.

Um jovem que acompanhava Lucivania, solicitou que fosse aberta a porta do meio, mas o motorista do coletivo 307 (Aviação Paraíso), que faz a linha – São Cristóvão / Zona Oeste – não permitiu que Lucivania fosse colocada no ônibus. O mesmo disse que o ônibus não dispõe de segurança para este tipo de transporte. Sem ter acesso ao “direito de ir e vir” a jovem não teve outra alternativa senão a de ter que ficar ao relento esperando o próximo coletivo que tivesse a área destinada ao transporte dos cadeirantes.

Lucivania informou ao portal Rw News, que já perdeu as contas de quantas vezes foi proibida de entrar no ônibus, inclusive no terminal de integração situado em frente ao campus da Universidade Federal de Sergipe, para seguir viaje. Na situação vivenciada hoje por ela, os passageiros que estavam no coletivo até quiseram ajudar, mas devido o motorista não ter aberto a porta, os mesmos nada puderam fazer a não ser assistir o resrespeito vivenciando pela jovem.

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Minutos após ter tido o direito negado, Lucivania conseguiu seguir viagem – Foto: J. Sousa – RW NEWS

Minutos depois, o motorista de ônibus 311 da mesma empresa, que a linha – Rita Cacete / Zona Oeste via Terminal Campus – permitiu, mesmo não tendo o elevador para cadeirantes, a entrada da jovem que necessitou de ajuda de motoboys para poder conseguir adentrar no coletivo. O ônibus até tem o espaço com cinto de segurança para cadeirantes, mas não contava com o elevador.

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Lucivania sendo colocada no ônibus 311 com ajuda de motoboys – Foto: J. Sousa – Rw NEWS

Lucivania informou ainda, que além de ter que contar com a boa vontade dos motoristas, já registrou reclamação junto a SMTT de Aracaju, e que segundo a resposta dada pelo órgão, os motoristas informaram (a SMTT/AJU) que não leva os cadeirantes devido à falta de segurança nos coletivos.

A Rw News concede o espaço para que a SMTT de Aracaju, juntamente com a empresa Aviação Paraíso, possam se manifestar sobre a problemática envolvendo a jovem e a situação dos demais cadeirantes.

J. Sousa

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