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Coronel Rocha vai tirar sossego dos políticos de São Cristóvão

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J. Sousa
março26/ 2019

Em busca da Prefeitura, Coronel Rocha vai tirar sossego dos políticos de São Cristóvão

Os políticos de São Cristóvão – e isso não vale somente para o prefeito Marcos Santana, MDB – que forem à sucessão municipal do ano que vem devem botar a barba de molho e esperar um parceiro de disputa muito disposto e cricri.

Trata-se do coronel reformado da Polícia Militar do Estado de Sergipe Henrique Alves da Rocha, PPS. Coronel Rocha, como é mais conhecido, está em contagem regressiva para entrar no processo e causar.

Rocha, de 51 anos, já tem o primeiro passo: o domicílio residencial em São Cristóvão. É morador há cinco anos de um desses novos condomínios de classe média à margem da BR-101. O domicílio eleitoral, no entanto, ainda é em Aracaju. “Mas essa semana farei a transferência”, compromete-se.

Mas, bem mais do que isso, ele tem vontade, tempo sobrando e muita temperança política. Ano passado, Rocha disputou o mandato de deputado federal pelo Rede e saiu do pleito com 4.477 votos no Estado. Deu pra lamber os dedos em São Cristóvão: obteve-te ali 246 votos.

A vontade e a decisão final do Coronel Rocha nessa seara vão ser tuteladas pelos encaminhamentos que tome o senador Alessandro Vieira, PPS, para quem ele bate continência no campo da política.

Cadê a candidatura a prefeito, bateu fofo?, lhe provoca esta Coluna numa conversa de zap – um território do qual Rocha domina todas as minas armadas. “Que nada. Ainda ontem estava reunido com lideranças de oposição em São Cristóvão, Eduardo Gomes. Mas estou aguardando o senador assumir o partido primeiro”, diz ele.

Há quem não goste dele – com o governador Belivaldo Chagas, anda entre tapas e beijos em grupos de mídias sociais -, mas o que ninguém pode negar é que Henrique Alves da Rocha é uma figura preparada, e quase fleumática nos embates com oponentes. Sabe cutucar com extrema frieza os seus opostos e ainda lhes manda flores.

Rocha diz, por exemplo, que o primeiro motivo que lhe leva a querer trocar o posto da marcha lenta do reformado pelo da política municipal é a paralisia de ação que atacou a velha capital dos sergipanos.

“Quero ser prefeito de São Cristóvão, primeiro porque acho que esta cidade é muito mal gerida há muitos anos. Ela teve dilapidado o seu maior bem, por longo tempo, que é a sua beleza. Isso nos afeta a todos os sergipanos”, diz ele.

Se isso não basta, então tem mais. “Segundo, porque é preciso recuperar o que ela de fato significa para o Estado de Sergipe: São Cristóvão é a cidade-mãe de todas as demais cidades sergipanas. E eu penso que os caras vão ser prefeitos de São Cristóvão relaxam muito. E com certeza eu seria um prefeito não-relaxado. Eu sou muito metódico”, avisa. Então…

J. Sousa

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