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SSP

Comandante da PM nega desvio de combustível que soma cerca de R$ 1 milhão

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Redação Rw News
fevereiro02/ 2018

_Ele disse também que coronel Gravatá demorou para concluir inquérito_

O comandante geral da Polícia Militar, Marcony Cabral participou de uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (2), onde afirmou, sem dar detalhes, que teve sua honra manchada com os depoimentos do coronel Bené de Oliveira Gravatá e disse que não iria falar sobre essa questão, pois já estava tomando medidas judiciais sobre o caso.
Esse pronunciamento do comandante geral aconteceu depois das denúncias do coronel Gravatá, que tornou pública a suspeita do desvio de cerca de R$ 1 milhão no abastecimento de combustível das viaturas da Polícia Militar e que o comandante teria conhecimento da situação.
O comandante geral disse que as investigações não começaram na época do corregedor coronel Gravatá e sim um ano antes em 2016 e foi conduzida pela Polícia Civil. “É precipitado da nossa parte dizer se ele fez ou deixou de fazer. Qual a participação real, porque isso ainda está sob investigação, inclusive sob sigilo de Justiça, e o Ministério Público já acompanha desde novembro”, conta.
Segundo o coronel Marcony, só no dia 23 de maio de 2017 foi que o coronel Gravatá assumiu a Corregedoria e teve conhecimento das investigações que já estavam em curso. Ainda de acordo com ele, somente no dia 10 de setembro, as investigações internas da PM chegam ao fim com indiciamento de um sargento que foi citado por uma frentista do posto de combustíveis.
Marcony disse que após a conclusão do inquérito, o corregedor permaneceu muito tempo sem tomar uma decisão sobre o caso. “Sessenta e três dias com o inquérito sem dar nenhuma movimentação. Como é que a gente sabe disso? Porque 63 dias após, ele foi a auditoria militar e apresentou esse documento. O que ele fez? Alguma medidas investigativas, inclusive, está assim escrito, em caráter sigiloso. Ele pediu sigilo”, afirma.
Atualmente ele disse que a PM gasta por mês R$ 540 mil de combustíveis nos carros da polícia. O mesmo sistema com cartão continua sendo usado no abastecimento e descartou a suspeita de crime ou desvio de combustíveis de mais de um milhão de reais.

 

“Foi um problema pontual na área do 5º Batalhão, e isso não se refere a toda a corporação, nos fatos que chegaram ao meu conhecimento. Nessa formatação certamente não há. Se aparecerem outros indícios, que levem a isso, mas posso garantir que se isso ocorreu certamente não foi durante a nossa gestão, porque inclusive nós conseguimos ajustar a questão de gastos de combustível, porque vivemos uma crise financeira, diante de uma crise que nós vivemos, conseguir desviar R$ 1 milhão sem que ninguém percebesse é algo realmente de extrema dificuldade”, explica o coronel Marcony.
O coronel Gravatá negou que tenha demorando para concluir o seu trabalho e que a demanda teria sido encaminhada para a tenente coronel Valéria, que não passou a documentação a diante. Ela não foi localizada para falar sobre o assunto.

Redação Rw News

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