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Collor desiste da disputa da Presidência e pode disputar o Governo de Alagoas

Collor
J. Sousa
junho28/ 2018

O ex-presidente do Brasil e senador Fernando Collor (PTC-AL) não será mais candidato à Presidência da República. Em nota, o partido disse que após intensa discussão interna e avaliação do cenário político, decidiu não lançar a candidatura própria ao cargo.

O presidente do PTC, Daniel Tourinho, disse que os esforços serão concentrados na missão de obter mais de 1,5% dos votos nacionalmente para que o partido não deixe de existir.

Uma candidatura do senador Fernando Collor de Mello à presidência da República tinha tudo para ser um fiasco. Agora, o que o PTC busca, do ponto de vista nacional, é sua sobrevivência diante da cláusula de barreira. E isso é dito com todas as letras na nota divulgada pelo presidente da legenda Daniel Tourinho.

Para atingir essa sobrevivência, o PTC tem uma segunda preocupação – segundo Tourinho – eleger deputados federais, estaduais e senadores filiados ao partido. Deputado federal é questão vital para as legendas. Quando qualquer partido fala em eleger deputados federais, que o eleitor leia: “recursos do Fundo Partidário”. Na realidade é isso.

Por outro lado, o comunicado surgir de forma “democrática”, enquanto uma decisão colegiada, é uma saída honrosa para Fernando Collor de Mello, possibilitando assim discurso para outros caminhos políticos, como caso queira disputar o governo do Estado.

Afinal, pode dizer que desistiu da candidatura da presidência após uma avaliação do partido.

O fato é que afora Collor só olhará para Alagoas.

Recentemente, o senador manteve diálogos com o também senador Renan Calheiros (MDB). É claro que Collor olha para o grupo emedebista com toda atenção do mundo. Afinal, se o governador Renan Filho (MDB) se reelege, como apontam as pesquisas, ele terá pela frente mais quatro anos no Executivo e ao final do próximo mandato pode se lançar na disputa pela única vaga do Senado Federal. Bate de frente com Collor. Tudo indica que Fernando Collor de Mello desejará mais uma reeleição.

Com este cenário, o que fará Collor?

Pessoas próximas ao senador apostam que ele pode cogitar – diante do novo cenário – uma candidatura ao governo do Estado ou, pelo menos, ensaiar esse processo para pressionar os Calheiros.

Collor terá força política para tanto? Difícil avaliar.

Mas, se surgir, por exemplo, uma candidatura do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) ao governo, a presença de Collor é um nome a bagunçar o coreto e atrapalhar a vida de Renan Filho, que já se via sozinho na avenida eleitoral. Cria a existência de um segundo turno.

Logo, a decisão do PTC pode resultar em impactos locais a depender do que Fernando Collor de Mello pense. Afinal, em matéria de grupos políticos, o senador do PTC sempre foi do bloco do “eu sozinho”.

Por Minuto Sertão e Cada Minuto

Créditos: GN – Política

J. Sousa

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